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então...



tá.


:: | FELIPE OLIVEIRA 12:57 PM [+] ::
:: Quinta-feira, Novembro 11 ::


Faço minhas as tuas palavras meu querido dani.



Viana Moog no Squat ¿ Um relato (su) realista de uma noite que tinha tudo para dar errado.
Rock na Fábrica ¿ Porto Alegre, 06 de novembro de 2004.


Convidado por meus ilustres e almost famous amigos da Viana Moog a embarcar em uma trip para conferir um show dos mesmos em um até então desconhecido festival chamado ¿Rock na Fábrica¿ na cidade de Porto Alegre, nem sequer imaginei o que estaria por vir, e ver.

A Viagem

Noite fria em plena primavera do mês de novembro. Após algumas cervejas para preparar o espírito, a ¿barca¿ saiu de Detroit (lê-se São Leopoldo) rumo ao literalmente desconhecido. Cinqüenta (!) bandas. Um festival (?). Ninguém sabia o que iria encontrar. Suspense.
Porto Alegre, Avenida Farrapos, dez da noite, chefe Mac no comando do carro n. 2, Junior guiando a turma no carro n.1. Passageiros apreensivos.. Ao aproximarmo-nos da Av. Voluntários da Pátria, percebi que a coisa não seria fácil e que estávamos (ao menos eu) preste à entrar numa roubada daquelas. Verdadeiras hordas de punks (?!) ostentando moicanos e outros cortes audaciosos, headbangers, indies - nunca imaginei que fosse usar esse termo - e outras inclassificáveis facções de rockers e bagaceiros de primeira circulavam pelos arredores do local transformando a já cinzenta atmosfera daquela zona industrial da cidade em um mar de camisetas pretas desbotadas, substâncias ilícitas (cola) e lícitas (garrafinhas de água mineral sem a água e turbinadas com vinho barato vendidas nas banquinhas de cachorro quente em frente ao local do ¿espetáculo¿. A noite se iniciava.

A Fábrica

Um edifício mezzo em ruínas, mezzo reformado localizado em plena ¿Volunta¿ próximo ao viaduto da Castelo Branco no bairro Navegantes abrigava o festival que teve inicio às seis da tarde e findaria somente com os primeiros raios de sol.
Adentramos os portões do inferno (a fábrica) com os equipamentos à mão e ainda com aquele ar de desconfiança estampado nos nossos incautos rostos. E foi a partir daí que as coisas começaram a tomar outra forma e rumo. A primeira impressão: fim do mundo, caos. Imagens imediatamente remetidas ao extinto presídio do Carandiru. Misto de cenário Blade Runner e os squats europeus. Um pátio central circundado por três andares de infindáveis janelas de vidros quebrados e terraços cercados por arame, escadas externas, corredores e banheiros escuros e grandes salas escuras que levavam aos... palcos.

Os Palcos

Um amontoado de gente de todos os tipos, raças e credos circulava por entre os diversos espaços que interligavam os cinco (!!) palcos e bares que vendiam uma cerveja bacana, proporcionando assim um incrível dinamismo ao evento. Os palcos eram classificados por cores (luzes coloridas) e estilos dos grupos que ali se apresentariam. Do metal tradicional ao farofa passando pelo extremo; do punk mais ortodoxo ao hardcore; do (usei de novo) indie ao garageiro ao rock básico, todos bem representados em seus devidos espaços. De longe o mais divertido foi o palco dos representantes do metal e o mais por assim dizer roots aquele onde a luz era branca e a cola e outros aditivos rolavam soltos enquanto o punk e o hardcore saltavam dos alto falantes sem piedade. Mas o motivo pelo qual estávamos ali era um só: o show da Viana, no terceiro andar, onde a luz era verde e as guitarras soavam mais altas.

O Show

Uma ou duas da manhã, não sei ao certo. Após intermináveis e já tradicionais minutos de microfonia e afinação dos instrumentos....From Detroit Rock City here¿s Viana Moog !! ¿Cicatriz Souveniiiiiir O r i g a m i¿ grita Cidade na energética Nécessaire, música do primeiro registro, Boemia Adolescente Após os Trinta. Aliás trinta não era bem a faixa etária do público adolescente que acompanhava o show balançando a cabeça ao ritmo frenético da banda. O Melhor do Espírito, faixa novinha em folha, deu início à uma seqüência de três novas onde o quê se via era Mac maltratando seu kit de bateria enquanto Junior acompanhava com precisão suas batidas, tudo isso emoldurado por um fortíssimo e quase ensurdecedor wall of sound proveniente das guitarras nervosas de Cris e Luciano. O toque final dado por um Cidade em uma performance calma e/ou nervosa no melhor estilo (parafraseando Arnaldo Antunes) ¿eu fica louco, eu fica fora de si¿, com direito a cigarrinho e birita. À essas alturas alguns fãs (sim, eles estavam lá) já gritavam ensandecidos quando Cidade,em transe, rolava pelo chão em devaneios lingüísticos enquanto seus comparsas atacavam com Coma Pânica,essa também do já citado EP de estréia. No palco metal já se ouviam alguns acordes e o público itinerante aos poucos começava a se retirar, não que o show estivesse ruim, pelo contrário, nunca vi os caras com tanta energia, mas devido ao próprio dinamismo que o espaço oferecia, com seus palcos posicionados um em cada canto do prédio, tornava-se quase impossível ficar mais de vinte minutes em um mesmo local.
Parecia que era a tempo de parar. Na seqüência, mais duas músicas, a nova Casa dos Gatos e a nem tão velha Totalmente Alien fechando um show conciso, curto e grosso e que demonstrou que a banda vem amadurecendo num crescendo constante, deixando no ar uma boa expectativa do que está por vir.
Todas as festas foram ontem, já cantava Cidade em Raquel e a Bíblia. Essa também foi ontem e ficará na memória como o legal que podia dar errado ou vice-versa. Que venham então outros shows como esse da Viana e mais Rock na Fábrica. That¿s it.

Daniel Silva(daniarqui@ibest.com.br)

conheça o rock na fábrica!



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:: Quarta-feira, Novembro 3 ::


Mais uma bela descoberta em Sapiranga: www.alfamovie.com.br



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